segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Alemanha tem o primeiro jornal personalizado da Europa

«Para já é só em Berlim, mas a ambição do novo diário alemão personalizado niiu – jornal impresso à vontade do leitor e distribuído ao domicílio – é chegar a toda a Alemanha, a um público alvo que os fundadores definiram como um leitor jovem, em especial estudantes.» Ler no Público.

Obra de Ondjaki e composição de Jean François Lézé levam conto musical a Viana do Castelo

«Viana do Castelo acolhe quarta-feira a estreia mundial de um conto musical assinado pelo compositor francês Jean François Lézé, inspirado numa obra do escritor angolano Ondjaki, informou hoje a Academia de Música da cidade.» Ler no Público.

Pearson planeia voltar a entrar na «batalha» pela compra da Santillana

Conforme noticiámos aqui, a Prisa planeia vender a Santillana à DLJ South American Partners. Contudo, este negócio terá que ser finalizado até dia 23 de Novembro, data em que o «período de exclusividade» irá expirar. Segundo fontes, o negócio com a DLJ poderá não acontecer, estando a Pearson na calha para comprar a editora espanhola. Ler aqui.

48% dos cibernautas pagaria por notícias online

«Um total de 48% dos cibernautas norte-americanos consultados numa sondagem do Boston Consulting Group disseram que pagariam por notícias online.» Ler no Diário Digital.

Divulgada identidade de Belle du Jour

«Ontem era a Belle du Jour na escrita. Escrevia sem divulgar a identidade, até hoje. A vida secreta da dra. Brooke Magnanti foi revelada pela especialista, depois de quase uma década de mistério, em redor do pseudónimo.» Ler no jornal i.

Curso de escrita arranca em Serralves dia 25 de Novembro

«De 25 de Novembro a 10 de Fevereiro de 2010, a fundação Serralves promove o ateliê de escrita «Homens e Bichos», orientado por Mário Cláudio, ficcionista, poeta, dramaturgo, ensaísta, tradutor e autor.» Ler no Diário Digital.

Assinaturas para a Revista Bíblia

A revista Bíblia é uma referência na cultura independente portuguesa. Com treze anos de existência, já publicou mais de seiscentos autores – quase todos eles jovens – e ilustradores, sendo um dos raros locais de experimentação gráfica e literária. Numa altura em que financeiramente as contas andam mal, a Bíblia pede a todos os que «apoiam a cultura independente» para que assinem a revista e salvem o projecto. São 20,00€ para assinar, tendo direito às quatro revistas anuais e mais um dos números anteriores à escolha (sem portes).

Caso queiram podem fazê-lo enviando cheque ou vale postal para:
Revista Bíblia (A/C Tiago Gomes)
Rua da Boavista 76 2º - 1200 Lisboa.

Poderá transferir 20 Euros para a conta 003500110000346010019 da Caixa Geral de Depósitos. Contacte a Revista Bíblia: Tiago Gomes através do número 21 3479241 /93 4571627 ou ainda pelo e-mail cimagomes@gmail.com.

Governo da Guiné-Bissau aprovou novo acordo ortográfico

«O governo da Guiné-Bissau aprovou hoje [sábado] o novo acordo ortográfico de língua portuguesa numa sessão extraordinária do conselho de ministros, presidida pelo Presidente do país, Malam Bacai Sanhá.» Ler no Diário Digital.

Entrevista a Richard Zimler

«Veio viver para Portugal em 1980 e recorda o País de então como "quase medieval". Dá exemplos: o comboio demorava sete horas entre o Porto e Lisboa, as casas de banho públicas eram imundas, quase impossível comprar um jornal internacional se não fosse na Baixa de Lisboa ou do Porto e as crianças de 12 anos trabalhavam na construção civil. De lá para cá, acompanhou a mudança de um país "completamente isolado do mundo, cultural, económica e psicologicamente" e não compreende como é que os líderes partidários disseram "não estamos a fazer progressos" na última campanha eleitoral.» Ler no Diário de Notícias.

Colecção «Saber e Conhecimento», da Guerra e Paz

A editora Guerra e Paz irá lançar, em 2010, a colecção «Saber e Conhecimento». Segundo Maria Teresa Loureiro, nova coordenadora editorial da editora, «esta colecção pretende superar algumas falhas no mercado editorial» nas áreas universitária e paraescolar. A colecção terá um formato de 11 x 19, tendo a intenção de fornecer uma edição de qualidade, mas com um custo reduzido para o público.

Segundo livro de memórias de Esther Tusquets é publicado em Espanha

Foi publicado em Espanha o segundo livro de memórias da editora Esther Tusquets. O primeiro, Habíamos ganado la guerra, foi agora também publicado na Argentina. Este segundo livro, intitulado Confesiones de una vieja dama indigna (Bruguera), e segundo a própria, «está escrito por alguém a quem já não importa nada a opinião dos outros». Ler aqui.

Opinião: (Não) há livros grátis, por Nuno Quintas

(NÃO) HÁ LIVROS GRÁTIS,
por Nuno Quintas (*)

Porquê ler os clássicos? Em tempos de recessão, mais não seja por serem gratuitos.

Nos últimos anos, tem-se adensado o debate em torno da sobrevivência do livro, tal como o conhecemos hoje. Sem direito a Kindle (até agora), Portugal parecia passar ao lado desta transformação profunda, um facto tanto mais surpreendente quanto a vitalidade do sector editorial nos últimos anos (e o contributo inestimável de José Afonso Furtado para esta discussão). Se dúvidas persistissem, as vendas do último romance de Dan Brown, em versão e-book, e a polémica em torno do projecto de digitalização da Google, o Google Books, parecem confirmar a entrada definitiva do livro electrónico nas contas das editoras.

Mas pergunto-me frequentemente, enquanto futuro utilizador de um e-reader, porque não regressamos aos clássicos. Não pretendo aqui reacender o sempiterno debate acerca da formação do cânone. Espanta-me, contudo, que um dos maiores acervos bibliográficos disponíveis na Internet continue ignorado, entre a avalancha de novidades editoriais e a divisão da gamela dos direitos de autor. Falo do mui ignorado Projecto Gutenberg.

O projecto nasceu em 1970, quando a Web não era ainda a 2.0, com a missão de «estimular a criação e a distribuição de livros electrónicos». Uma equipa de utilizadores provenientes de todo o mundo, com as mais variadas formações e sensibilidades, toma em mãos textos digitalizados por OCR, limpa-os de erros e ruídos, formata-os e publica-os em linha. Parece simples e, na verdade, é-o, porque a paciência e a capacidade de gestão de projectos, alguns deles de grande complexidade, conta com uma experiência de décadas. Os Distributed Proofreaders, a rede de voluntários deste projecto, vão construindo pacientemente um notável acervo bibliográfico, com a dedicação de quem tem os olhos fixos no futuro.

Ora, se a leitura de texto no ecrã do computador era tudo menos prática, os e-readers alteraram radicalmente essa experiência – e só comprovam a clarividência dos mentores deste projecto. É graças a eles que podemos hoje consultar uma biblioteca virtual de obras nacionais e estrangeiras (em permanente crescimento) ou a versão electrónica do Novo Diccionário da Língua Portuguesa, de Cândido de Figueiredo.

Mas a edição electrónica não se limita a formatar texto para monitores. Na verdade, permite produzir novas cartografias textuais e revisitar obras que julgávamos conhecer de cor e salteado.

[Continua]

(*) Tradutor, revisor e formador. Formou-se em Línguas e Literaturas Modernas e frequenta o mestrado em Edição de Texto, no âmbito do qual está a realizar um estágio na Booktailors – Consultores Editoriais. Aventurou-se durante alguns anos pelo Norte de Inglaterra e por lá deixou parte do coração, que divide com Henry James, as literaturas norte-americana e japonesa e uma paixão (não muito secreta) pela ficção científica. Nasceu em 1980.
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domingo, 15 de Novembro de 2009

Booktrailer: O Principezinho - O Grande Livro Pop-Up, de Antoine de Saint-Exupéry (Editorial Presença)


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sábado, 14 de Novembro de 2009

Booktrailer: 4 & 1 Quarto, de Rita Ferro (Publicações Dom Quixote)


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sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Inquérito em Dezembro para apurar condições profissionais dos argumentistas portugueses

«A Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos (APAD) lança em Dezembro um inquérito que pretende fazer “o levantamento realista das condições de trabalho dos guionistas” portugueses, para tentar apurar “os valores práticos, os direitos reais conseguidos” pelos argumentistas que trabalham em Portugal, diz João Nunes, presidente da APAD. O objectivo é não só obter um retrato, “uma radiografia” da profissão em Portugal, mas também entrar em diálogo futuro com os parceiros do sector numa potencial negociação colectiva.» Ler no Público.

Jovens franceses não têm livros em muito boa consideração

Segundo estudo a cargo da empresa britânica Ipsos, embora leiam mais que os adultos, os jovens franceses «passam bem» sem livros. Leia aqui alguns dados desse estudo.

Colóquio «Livro e Leitura entre os jovens»

O colóquio «Livros e Leitura entre os jovens» decorre nos próximos dias 17 e 18, na Universidade de Coimbra (UC). Organizado pela Imprensa da UC, Biblioteca Geral da UC e Associação Académica de Coimbra, o colóquio contará com a presença, entre outros, de Guilherme Valente (Gradiva), Fernando Pinto do Amaral (Comissário do Plano Nacional de Leitura), José Carlos de Vasconcelos (Fundador/Director do JL e Coordenador editorial da Visão) e o jornalista da RTP José Rodrigues dos Santos.

El Solitário lança autobiografia e intitula-se «libertário que expropria de bancos»

«O assaltante Jaime Giménez Arbe, mais conhecido por El Solitário e detido há mais de dois anos em Portugal, acaba de lançar uma autobiografia em que se define como “um libertário que expropria bancos”.» Ler no Público.

Vendas no Reino Unido aumentam nos primeiros nove meses do ano

Os resultados de vendas das editoras do Reino Unido apresentam um crescimento de 2,7% até ao final do mês de Setembro deste ano. Ler aqui.

Encontros luso-galaico-franceses do livro infantil e juvenil

Decorre hoje e amanhã a 15.ª edição dos Encontros luso-galaico-franceses do livro infantil e juvenil, na cidade do Porto. Os Encontros terão lugar na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, subordinados ao tema «Maré de Livros». Consulte o programa dos Encontros aqui. Via blogue da Planeta Tangerina.

Grupo do The Guardian vai despedir 10% dos funcionários

«O diário britânico The Guardian e o semanário de domingo, o The Observer, vão cortar em 10% o número de funcionários, devendo despedir mais de 150 pessoas, anuncia a direcção do grupo.» Ler no Diário Digital.

Intel Reader, o novo leitor electrónico que transforma texto escrito em voz

«Cerca de 55 milhões de norte-americanos têm dificuldades de leitura, desde cegos a amblíopes, passando por disléxicos. Para dar a estas pessoas a oportunidade de lerem mais e melhor, a Intel - o principal fabricante de chips a nível mundial - comercializou um leitor electrónico do tamanho de um livro de bolso. Chama-se Intel Reader, custa 1500 dólares (cerca de 1000 euros) e pesa 450 gramas.» Ler no Público.

El espacio iberamericano del libro, 2008

Consulte aqui este estudo ao sector do livro. Via theca libraria.

Bertelsmann apresenta lucros no terceiro trimestre

Graças a políticas de cortes de custos na empresa, a Bertelsmann conseguiu apresentar lucros no terceiro trimestre de 2009. Ler aqui.

Opinião: Comércio e literatura, por Hugo Xavier (nova versão)

N.E.: Apresentamos aqui o texto de Hugo Xavier, em resposta ao texto de Rui Zink, publicado na passada quarta-feira.

Após a publicação do texto hoje, o editor Hugo Xavier enviou-nos uma nova versão do texto que aqui publicamos.

COMÉRCIO E LITERATURA,
por Hugo Xavier(*)

Li o texto do Professor Rui Zink com o qual concordo em parte mas que também não deixa de ser uma generalização perigosa (algo de que tenho sido acusado diversas vezes neste blogue).

Em primeiro lugar acho curioso que seja dito que as pessoas vão para as editoras com «algumas ilusões». Isso pressupõe que, do ponto de vista do RZ, é um dado garantido que o modelo é todo igual. Ora sabemos bem que apesar de tudo ainda se publicam coisas boas, espalhadas um pouco por quase todas as editoras (até a LeYa e as filiais de empresas espanholas e alemãs). Apesar de não gostar particularmente, vi com bons olhos a coragem na publicação de Musil, por exemplo.

Mais ilusório, parece-me, é não compreender que, quando se vai trabalhar para a edição (e para qualquer negócio, já agora), é preciso pensar em fazer dinheiro. A questão está em ser-se obrigado a só fazer dinheiro ou a fazer dinheiro e não só.

O editor que se preze, qualquer pessoa que trabalhe numa editora com algum tipo de poder de decisão ou pelo menos de sugestão editorial, tem de estar preparado para saber vender o seu peixe. Leiam-se as trocas de correspondência entre Eça, Camilo e os seus editores. Nada disto é novo, só que estamos numa sociedade em evolução onde o marketing dita padrões, a promoção gera modas. É uma necessidade que o editor seja adaptável porque a cultura é cada vez mais interdisciplinar e adaptável também ela. O editor tem de saber navegar entre as correntes e as modas. Tem de ter ao seu lado um bom departamento de marketing e promoção e, sobretudo, ser capaz de percepcionar o imutavelmente garantido segredo da literatura que vende. Essa defeniu-a Aristóteles na sua «Poética» e nada mudou de lá para cá. É a literatura do exemplo, aquela com que os leitores se identificam porque diz algo sobre a sua realidade. É uma literatura de referentes e não a literatura erudita de alcance minoritário. Mas, atenção, que nada disto significa que esta literatura que vende seja má literatura. A história da literatura abunda de exemplos de escritores best-sellers nas suas épocas que entraram para os cânones e de outros que foram totalmente esquecidos. O tempo gera, normalmente, o factor de diferenciação.

Não percebo como evitar o ponto 1) que o RZ enuncia. Nós editores somos humanos. Concordo com o ponto 2) e acho ridículas as situações enunciadas nos restantes. Possíveis mas longe de generalizadas.

A realidade é só uma: é possível apresentar ao público boa literatura (ficção, não-ficção) mostrando a esse público o que há de comum entre a obra e a vivência ou ambição de vida do leitor potencial. Para esta realidade acontecer é preciso uma boa máquina de promoção, porque é assim que o mundo hoje funciona e não se pode escapar a isso.

Claro que concordo com quase tudo o resto que o RZ indica, mas creio que falta explicar porque é que as coisas não devem ser como são e esse é o ponto fulcral, a lacuna principal no texto do RZ.

Esse problema essencial já eu o foquei repetidas vezes neste blogue e noutras ocasiões e locais. É a obrigação que o profissional do sector livreiro tem para com esse mesmo sector e, por conseguinte, para consigo mesmo. Num sector dependente de uma franja reduzida de compradores/clientes/leitores com tendência para se reduzir ainda mais, tem de ser tarefa importante do profissional do livro saber trabalhar para o público que tem mas, mais do que qualquer outra coisa, trabalhar para o público que ainda não tem. Tem de se ganhar novos leitores e isso só se faz com um sistema de ensino diferente, que apele para o gosto e comum trabalho na área editorial, que aproxime o público do produto.

E agora, mais uma vez, concordo totalmente com o RZ: não é o produto que tem de se aproximar do leitor, mas não deixa de ser o trabalho do editor analisar o público e saber como comunicar o seu produto a um leque mais alargado de público. Os truques existem e são truques honestos. Um exemplo que irrita muita gente são as capas de livros com elementos gráficos referentes a filmes. Se estamos a falar de uma boa edição de um bom livro, não vai ser essa capa (ou pelo menos não deveria ser essa capa) a afastar o público conhecedor e reconhecedor de qualidade e, ao mesmo tempo, pode ganhar-se alguns leitores potenciais.

Na área em que tenho trabalhado habitualmente, a da ficção, procurei sempre entender porque é que algumas coisas vendem e outras não e se há algo de que tenho a certeza é que a modernidade (englobando a pós-modernidade) afastou quase definitivamente o artista do público. A arte com aspirações a arte não procura linguagens comuns, funciona para um sector hermético de entendidos ou pseudo-entendidos. Deixou de ser um factor de interligação para ser um instrumento de elitização.O artista é egoísta nos tempos que correm. Quer fazer o que gosta de fazer e escrever na sua linguagem, meramente porque os tempos e filosofias actuais sugerem que apenas a criação pela criação é válida. De uma forma lata acho que a cultura tem, neste momento constrangedor, o maior perigo e maior candidado a némesis que se possa imaginar. O artista deve procurar expressar-se de forma a ser entendido, e se isso implica que tenha de usar uma linguagem «das ruas», assim terá de ser. Conseguir com os instrumentos comuns fazer algo que seja arte, esse é o verdadeiro talento. E quando olhamos para trás na história do Homem, vemos que os grandes exemplos de arte são esses mesmos: os que ainda hoje, de uma forma ou de outra comunicam com o seu público mas também com os outros.

Nesse espírito, o trabalho de um editor está em encontrar o equilíbrio e saber defender essa visão perante o administrador-gestor; saber explicar que algumas coisas se publicam porque fazem dinheiro, outras porque dão prestígio e que algumas, poucas, conseguem ambos os objectivos. Agora, o talento do editor está em fazer este trabalho e manter fasquias de qualidade para ganhar leitores. O trabalho feito por várias editoras portuguesas ao longo dos anos é exemplificativo. Vejamos a Presença, por exemplo: publica prémios Nobel, escritores consagrados, clássicos e todos em edições cuidadas, publica muitos novos autores nacionais, promove-os. Ao mesmo tempo, não deixa de publicar Nicholas Sparks, J. K. Rowling, Susanna Tamaro, séries de literatura infanto-juvenil de qualidade, obras policiais e de ficção fantástica ou científica. E dentro de todos os moldes é das editoras portuguesas que está a construir uma posição de futuro no nosso mercado. Dentro dos vários parâmetros editoriais, faz um trabalho de qualidade (porque temos de ser capazes de dizer que Sparks tem qualidade dentro do seu segmento, que o Harry Potter também, que a Patricia Cornwell também, etc).

Assim, o que tem de acontecer é a consciencialização de quem queira trabalhar na área para que, como em quase todas as áreas ligadas ao produto/mercadoria cultural, não basta apenas ser bom para poder fazer aquilo de que se gosta. Tem de se saber adaptar aquilo de que se gosta ao gosto dos outros e trabalhar numa expectativa de alargamento e difusão cultural.

Ninguém me convence de que o afastamento da literatura do público não é, em parte, responsável pela perda de valores da nossa sociedade. A literatura e a arte foram, desde a antiguidade, meios para ensinar e transmitir valores, História e histórias de proveito e exemplo. A partir do momento em que se afasta de um prisma societário para um alcance pessoal e reduzido, perde-se esta capacidade. O editor tem, hoje mais do que nunca, de exercer a sua responsabilidade de intermediário cultural e tem de ter o talento para o poder ser dentro de uma sociedade mercantilista e capitalista. E é possível fazê-lo, só que o talento não se produz em massa e está apenas ao alcance de uns poucos eleitos. O sistema globalizante é que nos convence cada vez mais de que cada qual pode fazer o que quer, da mesma forma que convence qualquer um a ir a concursos de televisão com perguntas de cultura geral, mesmo quando essa pessoa não tem a mínima cultura; convence qualquer pessoa de que pode ser um artista, quando o essencial para um artista não é o génio mas a capacidade de comunicar e saber sobreviver (veja-se os mestres do renascimento); que convence qualquer um de que pode ingressar numa universidade, quando estaria muito mais indicado para um curso técnico; que convence qualquer um de que pode ser poeta, meramente porque leu os sonetos da Florbela... enfim, os exemplos poderiam alongar-se infinitamente.

Hugo Xavier

Editor desempregado


(*) Nascido em 1976, formou-se em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses e Ingleses pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Trabalhou como assistente editorial na Vega e, posteriormente, preparou projectos de relançamento editorial para a Civilização e a Estúdios Cor. Em 2003, com Diogo Madre Deus, fundou a Cavalo de Ferro. Foi ainda director editorial do grupo Fundação Agostinho Fernandes para as áreas de Ensaio, Poesia e Ficção.
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quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Carris oferece livros de bolso a passageiros

«Dezenas de passageiros do eléctrico 15 (Lisboa) receberam hoje os primeiros livros de bolso distribuídos pela Carris no âmbito do projecto "Ler entre Linhas", uma iniciativa bem aceite pelos clientes, para quem "o que é oferecido é bem-vindo".» Ler no Diário Digital.

Foi concedido um adiamento ao «Acordo Google»

O tribunal norte-americano concedeu um adiamento ao prazo de entrega do «Acordo Google» (Google Settlement, no original). Recorde-se que foi requerida uma revisão do acordo, após protestos de governos europeus, alegando quebra das leis internacionais de direitos de autor. Ler aqui.

Maria Teresa Loureiro é a nova coordenadora editorial da Guerra & Paz

«Maria Teresa Loureiro, que, durante 2009, desempenhou funções de editora da Bertrand e da Pergaminho, assumiu as funções de coordenadora editorial da Guerra & Paz, revelou a editora num comunicado.» Ler no Diário Digital.

Editora brasileira publica Desacordo ortográfico

«Uma provocação ao Acordo Ortográfico, é assim que considera o escritor gaúcho Reginaldo Pujol Filho que acaba de organizar a antologia Desacordo ortográfico, publicado pela Não Editora, a ser lançado dia 13 em Porto Alegre.» Ler no Diário Digital.

Um «Vook» de cozinha

A Vook, empresa que mistura livros com vídeo, lançou um livro de cozinha intitulado The Breakaway Japanese Kitchen, o seu primeiro «cookvook». Ler aqui.

Ciberdúvidas já faz parte da Linguist List, maior site linguístico do mundo

«O Ciberdúvidas, um síto na Internet que responde a questões sobra a língua portuguesa, passou a ser referenciado na "Linguist List" da Universidade de Michigan (EUA), a maior rede social de linguistas do mundo, foi hoje anunciado.» Ler no jornal i.

«O Ciberdúvidas da Língua Portuguesa passou a estar referenciado na "Linguist List", em representação do português e da reflexão, problematização e esclarecimento no domínio da linguística portuguesa.» Ler no Público.

Comunidade de leitura na Livraria Almedina Arrábida Shopping

A propósito da obra Bica Escaldada, de Alice Vieira, nos próximos dias 14 e 28 de Novembro. A autora estará presente na última sessão do mês. Na livraria Almedina Arrábida Shopping, às 17h, em Vila Nova de Gaia.

Leitura paralela proposta:
Tanta Gente, Mariana, de Maria Judite de Carvalho
Clarisse, de Erico Veríssimo
O Mundo, de Juan José Millás

Entrega do Prémio Maria Rosa Colaço dia 20 em Almada

«A entrega do Prémio Literário Maria Rosa Colaço vai decorrer no Auditório Fernando Lopes-Graça, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada, dia 20 de Novembro, às 21:30.

A entrega do galardão, que distingue obras de literatura infantil e juvenil, será seguida da representação de peça O professor de Darwin, pela companhia A Barraca, segundo o divulgado em comunicado.» Ler no Diário Digital.

As palavras de Dom Quixote

Veja aqui quais as palavras mais frequentes em Don Quijote de la Mancha.

Ian Smith abandona cargo na Reed Elsevier

Menos de um ano depois de ter assumido o cargo (ver aqui), Ian Smith abandona o cargo de administrador na Reed Elsevier. Ler aqui.

Entrevista a Dan Brown

«No dia em que chegou às livrarias dos EUA e Reino Unido (15 de Setembro), o seu novo romance vendeu mais de um milhão de exemplares. Ficou aliviado ao perceber que continua a ser o maior best-seller de literatura para adultos, seis anos após o fenómeno de O Código Da Vinci?
Claro. Quando não se publica durante tanto tempo, uma pessoa começa a ter dúvidas. Será que as pessoas ainda se lembram de nós? Os meus editores garantiam-me que sim e que o novo livro só podia ser outro sucesso, mas eu não tinha assim tanta certeza. Por isso, claro que me senti aliviado. Foi um grande dia.»


Leia aqui a entrevista de José Mário Silva a Dan Brown.

O melhor Outubro dos últimos sete anos

Segundo o British Retail Consortium, o passado mês de Outubro foi o melhor desde 2002 em termos de vendas, apresentando um crescimento de 3,8%. Ler aqui.
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quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Lourenço Mutarelli distinguido com o terceiro lugar do Prémio PT Literatura

Lourenço Mutarelli foi distinguido esta madrugada com o terceiro lugar do Prémio PT Literatura, pela obra A arte de produzir efeito sem causa. Esta obra será publicada em Portugal pela Quetzal em Fevereiro do próximo ano, conforme a editora já tinha anunciado aqui.

Onde descarregar eBooks?

Consulte aqui uma pequena lista com alguns sites onde é possível descarregar eBooks para ler no computador ou eReader.

Segunda edição do Campeonato Nacional de Escrita Criativa começa hoje

«Começa hoje a segunda edição do Campeonato Nacional de Escrita Criativa, uma iniciativa que se prolongará por três meses.» Ler no Público.

Poesia de Ary dos Santos revisitada 25 anos após sua morte

«A obra poética de José Carlos Ary dos Santos, falecido há 25 anos, é revistada pelas cantoras Luanda Cozetti, Mafalda Arnauth, Susana Félix, e Viviane, num CD intitulado Rua da Saudade que é hoje posto à venda.» Ler no Diário Digital.

Livraria Bertrand transforma sobras em acessórios de moda

«A Bertrand, em colaboração com a Tela Bags, vai lançar esta semana uma colecção de sacos da revista Ler, necessaires multiusos, estojos para crianças e pastas, anuncia um comunicado da livreira.» Ler no Dinheiro Digital.

Espaço Vivacidade converte o tempo em cultura

«José Manuel Guimarães vem pela primeira vez à Vivacidade, atraído pelo curso de Escrita Criativa, que arrancou na semana passada. José Manuel é ilusionista e engenheiro na reforma. António Fernandes é docente e também fez carreira na engenharia, mas agora tem quatro livros arquitectados. "Um deles é o Abel, para chatear o Saramago", conta entusiasmado.» Ler no Público.

Alex, da Spring Design

Um dos mais recentes eReaders a aparecer no mercado destaca-se pelo seu duplo ecrã, com um a preto e branco para leitura, e um touch screen mais pequeno, a cores. Com ligação wi-fi e 3G, este segundo ecrã permitirá navegar online ou visualizar vídeos ou outros ficheiro media. Imagens retiradas daqui.

Prémio PT de Literatura para escritor e artista plástico brasileiro Nuno Ramos

«Nuno Ramos, o conhecido artista plástico brasileiro, recebeu ontem o Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa 2009, pelo seu primeiro romance, Ó.» Ler no Público.

«O escritor brasileiro Nuno Ramos, autor do livro Ó», venceu a edição 2009 do Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa, anunciou terça-feira o presidente-executivo da empresa.» Ler no Diário Digital.

«Quatro escritores portugueses e seis brasileiros disputaram, na fase final, o conceituado Prémio PT. Nuno Ramos convenceu o júri com o livro Ó» Ler no Diário de Notícias.

Edição especial de Milton, de William Blake

A Antígona lança esta obra de William Blake, tendo começado a publicação das obras do artista e poeta em 1994, com a primeira edição de Cantigas da Inocência e da Experiência. Esta edição especial inclui 51 ilustrações a cores, estando a tradução a cargo de Manuel Portela.

Clube de leitura «Amor e transgressão»

Estão abertas as inscrições para o clube de leitura «Amor e transgressão». O clube começa a 23 de Novembro, sendo ministrado por Mário Cláudio, na Sala da Música do Museu Soares dos Reis, no Porto. Para increver-se ou saber mais informações, contacte a delegação do Porto da SPA, na Rua D. Manuel II, 33-2º - sala 24 - Porto, ou pelo telefone 226061920.

Opinião: Um momento constrangedor, por Rui Zink

UM MOMENTO CONSTRANGEDOR,
por Rui Zink (*)

Com o novo sistema de hierarquização em muitas editoras – responder a um administrador-delegado com o livro do deve e do haver em dia –, a pressão é cada vez maior para sacar coelhos da cartola. Tradução: mostrar que se fez dinheiro. E isto não é uma boca à LeYa. Quer dizer, também é, mas não só, porque há também as sucursais de grupos espanhóis, e mesmo aquelas que não têm uma entidade superior à qual responder acabam a comportar-se como se a tivessem, por osmose, ou como aqueles amputados que ainda sentem o membro fantasma. O resultado é penoso. Pessoas que tinham ido para o negócio com algumas ilusões não só as perdem como se vêem obrigadas a fazer algo com que não contavam: ter «ideias editoriais». Essas ideias vão do menos mau ao pior que mau e já podemos começar a ver o resultado nas livrarias: geralmente são achados que não lembram ao diabo, mas lembraram àqueles pobres diabos. Os «sete momentos» mais importantes na obtenção duma pátria, as «12 etapas» da salvação do orgasmo, «36 receitas mágicas» nos contos de fadas tradicionais. A inspiração vem obviamente da América, como antes os bebés e a literatura vinham de Paris. Algumas dessas «ideias» até dão filme: uma rapariga que fez «365 receitas num ano» já está anunciada em cartaz no Fórum Picoas, por sinal ao lado duma livraria que, se o editor for atento, terá o livro na montra, desde que para tal haja dinheiro. Por alguma razão estas ideias têm quase sempre uma máscara aritmética: suspeito que é simplesmente por causa da suspeita de as pessoas andarem tão desmioladas que os números emprestam alguma ilusão de ordem. Nada tenho contra fazer dinheiro, e há formas mais desonestas do que fazendo um «achado» em papel com uma capa colorida. Simplesmente, parte destas brilhantes ideias nem sequer vende. Porque acontece uma de várias coisas: 1) o editor não está a escolher o que vende mas o que ACHA que vende; 2) ao tentar arranjar produtos exclusivamente para vender, o editor baixa ainda mais a fasquia do que necessário; 3) ao sentir algum asco e vergonha por si mesmo (porque não foi para isto que a sua mãezinha o educou), o editor transfere esse asco para o leitor; 4) o génio do marketing, esse sim formado para «vender», está demasiado ocupado a vender-se como peça valiosa (síndrome de Edson) e, por isso, acaba por não fazer tão bem o seu trabalho; 5) o editor, sobretudo se jovem e ambicioso, está a ver se consegue o seu winner shot, que o levará a ser cobiçado pelos grupos rivais e, como nas empresas a sério, a conseguir negociar um contrato blindado e suculento a nível de estrela pop.

(*) Nascido em Lisboa em 1961, Rui Zink é escritor e professor no departamento de Estudos Portugueses da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tendo também aí coordenado a pós-graduação em Edição de Texto. Autor de uma vasta obra ficcional traduzida em várias línguas, O Destino Turístico, publicado pela Teorema em 2008, é o seu romance mais recente.
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terça-feira, 10 de Novembro de 2009

João Melo vence Prémio Nacional de Cultura angolano

João Melo venceu o Prémio Nacional de Cultura e Artes 2009, atribuído pelo Ministério da Cultura (Mincult) angolano. O escritor angolano vê assim o conjunto das suas obras ser galardoado com este prémio, no valor de 35 000 dólares (cerca de 23 344 euros).

Ahab Edições inaugura website

A Ahab Edições já tem website. Com direcção editorial de Tiago Szabo e Joana Pinto Coelho, a Ahab dedica-se à publicação de obras fundamentais da literatura mundial. Ver aqui.

Festival em Recife, no Brasil, incentiva difusão de línguas

«O III Festival Internacional de Línguas e Literatura Neolatinas (Festlatino) vai reunir em Recife, nos próximos dias 24 a 27, centenas de escritores, artistas, professores e estudiosos de vários países de três continentes - América Latina, África e Europa.» Ler no Diário Digital.

Entrevista a Robert McKee, especialista mundial na área da escrita de argumentos

«Estes três seminários, dedicados a três géneros específicos, devem ser entendidos como especializações em relação ao seminário Story, aquele que trouxe a Portugal há um ano?

Cada dia é uma especialização e uma expansão do seminário Story. O dia do thriller, por exemplo, é uma especialização do ofício do escritor no sentido em que demonstra que todas as histórias de crimes podem ser divididas em 12 subgéneros. Mas, ao mesmo tempo, que estes 12 tipos de trama se distinguem pelo ponto de vista. A técnica do ponto de vista é complexa e, infelizmente, nunca consegui incluí-la no Story por uma questão de tempo. No que se refere aos outros dois géneros, o enfoque será no conhecimento que um autor precisa de ter para provocar lágrimas ou riso na plateia ou no leitor. Ou seja, serão três dias em que iremos mais fundo e mais além do que foi falado no Story.

Muitas pessoas dizem que frequentar os seus seminários é como uma terapia: muda-lhes a vida.

As histórias são metáforas da vida. Logo, não posso ensinar a escrever uma história sem referir a forma como esse ofício está enraizado na existência humana. O propósito de contar uma história é o de desvendar a vida, de exprimir a verdade do ser humano. O seminário Story faz com que algumas pessoas reflictam sobre as experiências mais simples da vida de forma totalmente diferente. Os formalistas russos diziam que o propósito da arte é fazer com que uma pedra se sinta pedra – ou seja, fazer com que sintamos como novo tudo aquilo que a repetição do quotidiano anestesiou. Na mesma lógica, o seminário Story foi concebido para fazer com que o autor sinta a vida como uma coisa nova. Foi concebido para dar vida à vida.» Ler no jornal Sol.

Expresso e i recebem prémio anual de melhor design jornalístico em Portugal

«O semanário Expresso e o diário i foram considerados as publicações mais bem desenhadas de Portugal pela Society for News Design, num concurso que distinguiu os melhores da Península Ibérica e em que participaram 62 meios.» Ler no Público.

António Ruella empresta nome a novo tipo de letra

«A Lisgráfica decidiu criar um novo tipo de letra de nome Ruella, em homenagem ao recentemente falecido António Ruella Ramos.» Ler no Diário de Notícias.

Exposição revela documentos inéditos sobre Soeiro Pereira Gomes

«Documentos inéditos, livros, objectos pessoais, fotografias pouco conhecidas de Soeiro Pereira Gomes estarão patentes a partir de 7 de Novembro numa exposição sobre o escritor no Museu do Neo-realismo, em Vila Franca de Xira» Ler no jornal Sol.

Como a Waterstone Matou o Ser Livreiro

Hoje, no Guardian, um artigo sobre a lógica capitalista na rede livreira Waterstone e os efeitos que a mesma tem no mercado e na cultura. «Where some saw commercial good sense in Waterstone's development, the literati just saw philistinism». A ler aqui.

Ser livreiro, por Jaime Bulhosa

A partir da sua condição de júri dos prémios de edição LER BOOKTAILORS, Jaime Bulhosa disserta sobre o que é isto de ser livreiro. Ler aqui.

Claude Lévi-Strauss, por Francisco José Viegas

«De Claude Lévi-Strauss herdámos Tristes Trópicos, evidentemente – mais do que uma autobiografia intelectual, uma referência ao trabalho e ao olhar do antropólogo mais influente do século XX que morreu com 100 anos de idade. Menciono Tristes Trópicos porque é um livro que ultrapassa largamente a antropologia e a carreira do próprio Lévi-Strauss, que começou por se dedicar a observar os índios do Brasil; é um livro sobre a observação do mundo, sobre a arte de escutar as sociedades, as primitivas e as modernas. Outra das heranças de Lévi-Strauss tem a ver com esta ideia simples e perigosa, que coloca a natureza no campo das nossas atenções: o homem não é o centro do universo e o progresso não é sempre um triunfo inquestionável. Era uma das imagens do nosso tempo.» Ler na íntegra aqui.

Guia de Editores de Espanha

A Federación de Gremios de Editores de España acaba de apresentar o Guía de Editores de España 2009-10. Nesta obra de consulta é possível ter acesso não só a dados extensivos de quase todas as editoras que pertencem àquela associação, como também dados sobre as restantes editoras. Moradas, números de telefone, datas de criação das chancelas e outras informações de interesse para quem anda nestes meios. Via Libros & Bitios.
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